Conheça o C.E.J.R.

      O Centro Espírita Jesus Redivivo

     Em São Paulo, Izabel permanece então por vários anos se dedicando às tarefas da casa espírita “Jesus nos Guie”. Posteriormente, sempre muito ativa, colabora em outra casa espírita, também na zona leste, dando continuidade à tarefa de Assistência Social, assim como na mediunidade, faculdade que exerce desde os 10 anos de idade.
   
     Em 1977, porém, devido a determinadas discordâncias, Izabel resolve se desligar do “Jesus nos Guie”. As visitas a Uberaba continuaram regulares, e, ali, apresentava a Chico suas apreensões e ideais na formação da Casa espírita como entidade genuinamente cristã. Chico ponderava, orientava.

      Em Janeiro de 1978, acontece um novo momento marcante. Chico informa a autorização dos Espíritos Amigos para a abertura das portas ao público e para o Culto do Evangelho de seu lar, que realizava junto aos amigos e familiares que lhe seguiam a tarefa. Nos fundos de sua residência na Vila Carrão, mais precisamente naquele dia 09 de janeiro de 1978, as orações e explanações fizeram-se ouvir. A semente fora lançada para que o Divino Cultivador dela cuidasse e fizesse brotar.

       A frequência do grupo de orações crescia. Aproveitando a ida de uma amiga a Uberaba, Izabel enviou alguns recursos em dinheiro, destinados às obras particulares do querido Chico. Quando a companheira retirava o envelope para entregar-lhe, Chico surpreendia a todos, num lance que demonstrava a assistência dos Benfeitores ao seu redor : “Diga a nossa Izabel que use este dinheiro para comprar cadeiras. Os Espíritos Amigos reclamam que os frequentadores não têm onde sentar."  A frase do médium de Uberaba atestava a responsabilidade crescente de Izabel, nas bases que iam se definindo na formação da casa espírita.

       Em uma reunião com dirigentes do meio espírita, ainda em 1978, pediu  uma sugestão para o nome do grupo que se organizava como instituição. “Aguardemos a palestra”, disse o médium. E no decorrer da exposição, sugeriu o nome para a Casa Espírita iniciante: "os Centros Espíritas devem ser, basicamente, Jesus Redivivo".


      Por esta época, um companheiro emprestara um sobrado, na Vila Santa Clara, para as reuniões, que se processavam até ali nos fundos da casa de Izabel, abrindo novo campo de realizações.

 

      Sobrado emprestado para as atividades, no início ali Izabel atuou nas atividades já tradicionais, principalmente na orientação que realizava desde menina, além de ensejar possibilidade de trabalho aos corações de boa vontade na assistência aos mais necessitados. Surgiram amigos queridos para servir, que seriam seu apoio nos anos que se sucederam e que foram deixando suas marcas de trabalho na obra de Jesus. As sacolinhas  de Natal trouxeram a mensagem de esperança de um mundo mais fraterno e feliz. A agora adulta Izabel pôde proporcionar, com sua equipe, as lembrancinhas que ela mesma, quando criança, tanto ansiava em possuir. Deus lhe dera a honra de servir.

       Na Rego Barros surge o “cantinho de luz do Jardim Vila Formosa”.
 

       Com muita luta, o grupo adquiriu, em 1980, um terreno no Jardim Vila Formosa, com pequenas construções ao fundo. Enfim, o Jesus Redivivo possuía seu próprio local, para dali irradiar a luz e a verdade. Instalam-se as tarefas no espaço disponível.


        A unidade I,
apenas com a construção onde hoje é o refeitório, Izabel lançou-se aos esforços de melhoria do espaço, junto aos amigos que foram se tornando as colunas onde se firmava a obra. Anônimos ou mais conhecidos, permanecendo algum tempo ou firmes até hoje, Izabel recebeu dos companheiros o apoio necessário para dar forma ao Jesus Redivivo, confirmando sempre a necessidade da colaboração em qualquer ideal nobre. Neste período, a mediunidade aflorada auxiliava na idealização das atividades e suas instalações, que devagar iam surgindo. Esta faculdade operante tornou Izabel um pouco “engenheira” também.

        Praticamente, ela "via" os trabalhos a serem executados e suas instalações, e com apoio fiel do grupo, ia concretizando-os. Outras vezes, a amizade incentivadora de Chico era sal apoio, a ponto de Espíritos indicarem através da mediunidade abençoada do nobre médium de Uberaba, o caminho a seguir.
Um primeiro andar recebeu as tarefas espirituais, cada vez mais frequentadas, dos que buscavam no consolo espírita e nas orientações e exposições de nossa amiga Izabel e companheiros, a diretriz para as próprias vidas. A casa ganhou contornos, a assistência social espírita atendeu as favelas próximas e abriu verdadeiros espaços cristãos em locais de tanta penúria. Os anos de trabalho constante, foram conferindo ao Jesus Redivivo sua condição de posto de socorro aprovado pela Espiritualidade. A comunidade carente ao seu redor encontrou a disponibilidade em servir. As mães e seus filhos necessitados receberam desde aquela época, até hoje, o apoio, o alimento, a sopa , as sacolinhas de Natal, tão tradicionais quanto marcantes para aqueles que nada tinham.

        Enfim, a fidelidade de uma mulher apresentou a todos um rumo, um caminho sob as diretrizes de Jesus e de Allan Kardec, que teve suas fileiras engrossadas por companheiros sinceros de ideal.

A unidade II

        Passaram-se os anos e o Jesus Redivivo estava devidamente estabilizado em sede própria. Nada interrompia a rotina de trabalho. Segundas, quintas e sextas, orientação espiritual. Quartas, assistência social. Finais de semana, a administração das questões da instituição,  a resolução dos problemas, as reuniões. Enfim, anos de trabalhos e realizações. Benfeitores encarnados surgiam vez ou outra, colaborando nas questões materiais. Através de um deles, o Jesus Redivivo recebeu a doação de uma casa.

        A diretoria decidiu negociá-la e adquiriu outro terreno, no mesmo endereço da sede própria, por volta da metade da década de 90. Em princípio o espaço serviu de estacionamento. Mas não restava dúvidas que o trabalho crescera e dera frutos, convidando à ampliação do Jesus Redivivo. Sem esperar, mais uma vez Izabel apresentou sua inspiração à comunidade, que, confiando,  se lançou com empenho para erguer uma nova Unidade, a fim de alocar melhor as múltiplas tarefas. Almoços, bailes, eventos possíveis foram realizados pela equipe, e o prédio II foi surgindo em seu pavimento térreo e no dia 27 de outubro de 2000 foi inaugurado o novo prédio, com a presença de inúmeros amigos que acompanhavam os mais de vinte anos de trabalho espírita do Jesus Redivivo.

       As tarefas espirituais foram transferidas para o novo espaço. A Unidade I ficou reservada às atividades do Departamento de Assistência Social "Teresa D'Ávila".

       Com mais alguns esforços ficou concretizado o 1º andar da unidade II, onde o Centro de Saúde “Maria de Magdala” foi instalado, a partir do primeiro trimestre de 2002. O Ambulatório médico Dr.Adolfo Bezerra de Menezes, o Gabinete Odontológico Carlos Alberto dos Santos Dias, a Fonoaudiologia, o Atendimento psicológico, a Farmácia Eurípedes Barsanulfo, a Fisioterapia, ganharam locais próprios, melhor alocados no conjunto do trabalho. O espaço físico aumentara e consequentemente as responsabilidades. Izabel nunca temeu, e se inquietações intimas surgiram, soube crer, seguindo confiante nos Bons Espíritos, que não lhe faltaram com o apoio.

        Por inspiração de Izabel, foram construídas no 1º andar três suítes destinadas às futuras tarefas, o que em principio pareceu para alguns fora de contexto. Porém, ainda com as obras em finalização, no dia 22 fevereiro de 2002, o Jesus Redivivo recebeu seu primeiro hóspede,  inaugurando assim a CASA DOS ESPÍRITAS ALLAN KARDEC, tarefa pioneira de apoio aos trabalhadores espíritas necessitados, conforme o sonho de Kardec, expresso em suas Obras póstumas.

        A obra na unidade II teve sequência, finalizando o 2º andar com um amplo espaço livre, visado principalmente às crianças, os jovens e sua diversão; uma brinquedoteca ; e a lavanderia da Casa dos Espíritas. Tudo isso com a participação incomparável dos trabalhadores e simpatizantes da causa. Toda a criatividade foi usada nesses anos todos para angariar recursos de forma digna: apresentações artísticas do GAERD, festas da pizza, festas da fogazza, bazares, chás, bailes, quermesses. Foram anos cheios de atividades, mas com o retorno feliz de ver os resultados de forma palpável, na assistência a quem precisa.

 

       Chico Xavier teve oportunidade de recomendar à Izabel que guardasse forças para ser fiel à Jesus e à Kardec até o fim. É este lema doutrinário da Instituição, que Izabel prega e recomenda.

      Em outra conversa reservada, o nosso médium maior relatou uma excursão espiritual que realizou em companhia de Benfeitores Espirituais, por volta de 1960, à região do Jardim Vila Formosa. Observando as trevas se adensando ao redor, Chico ouviu a orientação: aquela área precisava da implantação de um Centro Espírita. O Jesus Redivivo foi escolhido para espalhar luz pelas imediações, através do amparo às crianças e mães carentes das favelas próximas, em busca da preservação dos vínculos familiares, sob a coordenação firme de nossa amiga Izabel.

        Ela declarou certa vez que nunca pensou em ser fundadora e presidente de Centro Espírita. Seu ideal foi o de servir à Jesus através da Doutrina Espírita. No entanto, o chamado em momento oportuno definiu seu rumo e acenou trabalho para centenas de pessoas, que aguardavam o início do grupo para poderem assumir o próprio compromisso com a seara de Jesus.  E assim, revivendo o Cristianismo Primitivo, estamos tornando Jesus realmente Redivivo em nossas vidas. Izabel é a líder e orientadora, que  serve e busca incutir em todos o desejo de servir.  Não é a criatura perfeita ou santificada, mas merece nossa consideração por ser o que é sem se apresentar como uma pessoa acima dos demais: a companheira idealista e fiel, positiva e batalhadora, que muito a todos inspira nas lutas de cada dia.